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A forte presença das mulheres no 53º CBOT
O 53º Congresso Brasileiro de Ortopedia e Traumatologia (CBOT), promovido pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), ocorrido na cidade de São Paulo (SP), durante os dias 25, 26 e 27 de novembro de 2021, ficará marcado não só como o primeiro evento presencial desse porte após o início da pandemia no Brasil, como também pelo congresso da SBOT com maior número de mulheres congressistas participantes: 15%. Observamos uma efetiva participação das ortopedistas como palestrantes, debatedoras, moderadoras, organizadoras, bem como uma presença cada vez maior de médicas residentes e acadêmicas de medicina, que também estavam em maior número, quando este é comparado ao de congressos anteriores.
O debate sobre a participação da mulher na ortopedia teve início com a palestra sobre “As Dificuldades e Realidades das Ortopedistas Brasileiras”, que teve como palestrante a Dra. Natália Mourão, membro da ABTPé e vice-presidente da AMOB (Associação de Mulheres Ortopedistas do Brasil), no dia 26 de novembro de 2021, promovida pela CEC – Comissão de Educação Continuada da SBOT, com uma importante participação da plateia, formulando perguntas e emitindo opiniões, igualmente pertinentes. Na sequência, também no dia 26, fui a moderadora de uma mesa que debateu sobre o tema: “A Ortopedia não é Especialidade só de Homens. As Mulheres na Ortopedia”, promovida pela Comissão de Ensino e Graduação em Ortopedia e Traumatologia da SBOT, que contou com a participação das ortopedistas e membros da diretoria da AMOB: Dra. Tábata Alcântara (ortopedista pediátrica), Dra. Natália Mourão (cirurgiã de pé e tornozelo e médica do esporte), Dra. Karen Castro (cirurgiã de joelho), Dra. Fernanda Rocha (cirurgiã de mão) e Dra. Flávia Polletto (cirurgiã de mão). A mesa discutiu experiências pessoais em temas como: a maternidade na vida da cirurgiã ortopédica; a atuação da mulher em áreas ainda predominantemente masculinas – dentre elas: a medicina do esporte (principalmente o futebol), ortopedia, traumatologia, cirurgia do joelho; a mulher ortopedista como influenciadora digital; a ortopedista como mentora e ativamente atuante em áreas administrativas como gestão e diretoria técnica. A discussão contou com a participação maciça do público presente, com questionamentos e depoimentos pessoais extremamente relevantes, dos ortopedistas, médicos residentes e acadêmicos de medicina.
Ainda no dia 26, ocorreu o almoço das mulheres ortopedistas, promovido e organizado pela SBOT e por Dra. Patricia Fucs (ortopedista pediátrica, ex-presidente da SBOT e representante da IODA – International Orthopaedic Diversity Alliance na América Latina), evento social que reuniu cerca de 70 mulheres, ortopedistas e residentes em ortopedia e traumatologia de todo o Brasil.
Além dos eventos ocorridos no dia 26 (sexta-feira), voltados para a participação da mulher na ortopedia, durante todo o congresso o que se viu foi uma maior interação entre as mulheres, tanto entre as próprias médicas ortopedistas como entre elas e as demais participantes, principalmente as médicas residentes e acadêmicas de medicina. Poder (re)conhecer pessoalmente mulheres excepcionais, com quem mantivemos contato há tanto tempo através de grupos de chat, e-mail e outras redes sociais foi extremamente gratificante!
Agradeço a AMOB por tudo o que representa para nós, desde a discussão e debate de temas tão relevantes na vida da médica que opta pela carreira de cirurgiã ortopédica até o suporte às próprias ortopedistas, médicas residentes e acadêmicas de medicina em todo esse processo. Essas e outras ações concretas permitem-nos seguir com o nosso principal objetivo que é o ingresso de mais mulheres nesta especialidade tão apaixonante quanto desafiadora. Obrigada ABTPé pelo espaço e empenho para que possamos ter uma associação e, consequentemente, uma sociedade cada vez mais diversa.
Janice de Souza Guimarães
Membro titular da ABTPÉ e Diretora de Regionais da AMOB (Associação de Mulheres Ortopedistas do Brasil).

LEGENDA
Diretoria da AMOB: Karen Castro, Janice Guimarães, Flávia Poletto, Tábata Alcântara, Natália Mourão, Fernanda Rocha e acadêmicas de medicina do CBLAOT (Comitê Brasileiro das Ligas Acadêmicas de Ortopedia e Traumatologia): Maria Clara Pinheiro da Silva, Laura Serraglio Narciso, Gabriella Garcia Alcântara, Lilian Cristiana Meneguzzo, Bárbarah Monteiro, Taynara Maia Rego, Fernanda Marinho De Souza após a mesa de discussão “A Ortopedia não é especialidade só de homens. As mulheres na ortopedia”, promovida pela Comissão de Ensino e Graduação em Ortopedia e Traumatologia da SBOT, no 53° CBOT.

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